A medicina e eu. Depois de longos anos tentando me conformar com o meu eu gordo e espinhento, aceitei a idéia e fui procurar um médico. O começo foi dificil, pq eu não sabia qual tipo de médico eu devia procurar... até que por uma maioria de votos, venceu um endocrinologista. O que faz um endocrinologista? Ainda não sei exatamente, mas não vem mais ao caso. (...) Sei que cheguei lá, há exato um mês, expliquei a minha situação, levei uma olhada com cara de reprovação, do tipo... quem te disse que eu posso te ajudar mesmo? Me mandou fazer um monte de exames, os quais mais foram parecidos com epopéias circenses do que com qualquer outra coisa. Exame 1 - DE SANGUE!! quando eu tinha 4 anos, minha mãe me levou pra tirar sangue. e me trouxe de volta do mesmo jeito que eu fui... quem disse que eu deixei qualquer ser humano chegar perto de mim com aquele agulhão? de jeito nenhum! corri por toda a salinha, me debatia, esperneava. desde então, qualquer problema que envolvia seringas virava um problemão. Acontece que agora, 18 anos depois, eu tinha que superar este meu trauma [que eu tenho certeza que são de vidas passadas. eu devo ter sido assassinada a agulhadas!]... fui, por livre e espontânea vontade, com o Cas, oito horas da manhã, de jejum, ao hospital. Portando uma receita médica com zilhões de manuscritos ininteligíveis, adentrei à salinha das agulhas e daquela cadeira macabrissima. Já não tinha como fugir, quando fui informada que teria que permanecer por MEIA HORA com a agulha atochada dentro do meu eu... quesito básico pra conseguir medir com precisão um dos rabiscos da receita. Em pânico, meu braço foi violentamente amarrado, a enfermeira passou a espancar a minha veia para que ela se sobressaltasse [como se precisasse, com o tamanho do meu panico, todas as minhas veias ja deviam estar em órbita!] e num golpe duro e certeiro, aquela vaca enfiou sem dó a agulha em mim. Alguns segundos depois, ela se retirou do recinto com a desculpa de estar indo arrumar a outra salinha para que pudesse repousar durante a eterna meia hora. Eu e o Cas na salinha, ele segurando a minha mão, me dando apoio moral quando eu começo a ver passar algumas bolas azuis na minha frente. -Cassiano, eu to passando mal. To vendo tudo azul. -Nããão, vai dar tudo certo. [com toda a calma do mundo] -Eu to falando sé.... PUF -Ana Paula, fala comigo. Vc esta bem? Volta. Volta.. Isso... tudo bem? Acordo, sei lá quanto tempo depois, com tres enfermeiras ao meu redor, gordinhas e com aquele chapeuzinho engraçado, pareciam saidas de um seriado americano, e o cassiano verde musgo me olhando com cara de "não faça mais isso". Quando eu percebi que tinha desmaiado, comecei a rir compulsivamente. [Tá, e com a Silvia Leite...] Tem coisas que só acontecem comigo! Devo ter parado meio hospital, saí no corredor e toooooooooodo mundo me olhando. A enfermeira me levou pra tal salinha de tv, onde o cas me contou com detalhes sordidos o acontecido. Diz que eu estribuchei, virei os olhos tipo numa convulsão e que se não fosse ele, tinha esborrachado no chão. [além de apoio moral, fisico!!] Fala sério? Por causa de uma agulha de 5 cm? Cagona do caralho.... Depois de meia hora, entra a enfermeira com setenta e nove tubinhos, que, obviamente, ela iria encher. E encheu. Mas dessa vez olhei pro lado de lá e as bolas azuis não foram tão frequentes. -Querida, da proxima vez que vc for tirar sangue, pede pra tirar deitada, que aí vc não desmaia! E fiquei pensando em qtas mais vezes eu tereria [existe essa palavra?] que fazer isso na vida. Nossa SenhoUra dos desesperados que me livre. O pior é que depois de tudo isso, ainda continuo sem saber qual o meu tipo sanguineo!!! hahaha!!! Exame 2 - ULTRASSOM DA TIREÓIDE [mas esse eu conto no próximo capitulo!] Tô com sono! Por Ana, às 00:46 Vai, fala logo o que você está pensando! Soda no Orkut!